Rating Tricury

Apresentamos, a seguir, relatório elaborado por agência de rating de reconhecido prestígio.

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BANCO TRICURY S.A

Rating

BBB

O banco apresenta solidez financeira intrínseca
adequada. Normalmente
são instituições com ativos dotados de cobertura. Tais bancos apresentam situação financeira razoável e estável.
O ambiente empresarial e setorial pode ter uma variação mais acentuada do que nas categorias anteriores e apresenta algum risco nas condições intrínsecas de funcionamento do banco.
O risco é baixo.


Data: 26/mai/2010
Data: 31/out/2010

 

Sobre o Rating

Perspectiva: Estável
Observação: -

Histórico:
Dez/09: Afirmação: BBB (estável)
Afirmação: A-3 (CP)

Jun/09:Afirmação: BBB (estável)
Afirmação: A-3 (CP)

Dez/08:Atribuição: BBB (estável)
Atribuição: A-3 (CP)

Jun/08:Atribuição: BBB (estável)
Atribuição: A-3 (CP)


Analistas:

Rodrigo Soares Indiani
Tel.: 55 11 3377 0704
rodrigo.indiani@austin.com.br
Mauricio Bassi
Tel.: 55 11 3377 0704
catia.mota@austin.com.br
Austin Rating Serviços Financeiros
Rua Leopoldo Couto Magalhães,
110 – conj. 73
São Paulo – SP
CEP 04542-000
Tel.: 55 11 3377 0707
Fax: 55 11 3377 0739

www.austin.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

FUNDAMENTOS DO RATING

O Comitê de Classificação de Risco da Austin Rating, em reunião realizada no dia 26 de maio de 2010, confirmou o rating de crédito de longo prazo BBB ("triplo B") e de curto prazo de A-3, com perspectiva estável, para o Banco Tricury S.A.

Com ativos totais de R$ 408,6 milhões e Patrimônio Líquido (PL) de R$ 115,0 milhões (base: dez/09), o Banco Tricury iniciou suas atividades em 1990, a partir da transformação da Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários em banco múltiplo, atuando inicialmente no financiamento de veículos e como administrador dos recursos aplicados pelos acionistas e pelas empresas do próprio Grupo. A partir de 1999, passou a direcionar suas operações para o crédito às pessoas jurídicas, foco que mantém até hoje. O Banco é controlado em 100% por dois irmãos da família Cury, os quais possuem negócios relevantes nas áreas de construção civil e no ramo imobiliário. A administração superior é composta por três Diretores Executivos, os dois acionistas e um Diretor Estatutário.

A classificação de risco está fundamentada na metodologia de avaliação de risco de instituições financeiras da Austin Rating e considerou o histórico de bons índices de capitalização, a baixa alavancagem da estrutura de capital (índice da Basileia de 33,4% em dez/09), a satisfatória qualidade da carteira de crédito, o desempenho coerente e a manutenção de confortável nível de liquidez, beneficiado pela composição do funding, composto, em parte, por depósitos de fontes ligadas aos acionistas e de clientes cativos no financiamento das atividades do banco, com baixa participação de recursos mais voláteis.

Em contrapartida aos aspectos positivos que fundamentaram a nota, o rating também incorpora as dificuldades inerentes aos bancos de pequeno porte com menor escala operacional, elevada concentração entre os maiores clientes de ativos e passivos, bem como das fontes de receita, atuando em um ambiente e em modalidades concorridas.

A classificação de risco de instituições financeiras realizada pela Austin Rating avalia o risco de crédito de curto e longo prazo da instituição. As notas atribuídas pela Austin Rating obedecem a uma escala de classificação nacional e servem como parâmetro de comparação entre as instituições bancárias atuando no Brasil e, eventualmente, com atividades no exterior. A escala da Austin não leva em conta e tampouco se limita ao rating soberano do país, este empregado como teto para ratings internacionais. O processo analítico da Austin Rating leva em conta, além dos fatores políticos, macroeconômicos, setoriais e regulatórios aplicados às instituições financeiras, os aspectos quantitativos e qualitativos intrínsecos à instituição financeira em análise. O rating se baseou em informações públicas e confidenciais obtidas em reuniões de diligência com a alta administração. As informações apresentadas a Austin Rating para o trabalho de classificação de risco permitiram uma análise aderente à metodologia de rating de instituições financeiras. O disclosure apresentado pelo banco foi bom e levado em consideração no monitoramento do rating.

 


BANCO TRICURY S.A


Capitalização

Historicamente, o Banco Tricury opera bem capitalizado, registrando histórico de índice da Basileia elevado (33,4% em dez/09, 31,08% em jun/09 e 29,67% em dez/08). A política de reinvestir a maior parte dos lucros e a realização de aportes periódicos de capital, associado ao modesto nível de alavancagem, tem contribuído para a continuidade do crescimento da base patrimonial e para a manutenção de confortáveis níveis de capitalização.

Os aportes são realizados em sintonia com a estratégia de crescimento da instituição e com os objetivos de remuneração do acionista.

A Austin levou em conta, como elemento relevante para o rating, o comprometimento dos acionistas com a atividade bancária, tendo como indícios deste comprometimento a elevação da base patrimonial do banco por meio de aportes e a retenção de parcela dos lucros apurados a cada exercício, com vistas a lhe proporcionar melhores condições de competitividade. Além do Banco Tricury, os acionistas participam no Bloco de Controle da empresa Trisul S.A, uma grande construtora e incorporadora da região metropolitana de São Paulo, com foco em empreendimentos residenciais. A Trisul S.A., por intermédio de suas controladas diretas e indiretas, direciona parte de seus recursos em aplicações financeiras (CDBs) junto ao Banco Tricury, o qual é parte relacionada. Os acionistas, por intermédio da Trisul ou individualmente, mantêm recursos (cerca R$ 50 milhões no final de 2009) aplicados em CDBs do banco e, em contrapartida, o banco remunera sob forma de juros, os quais vêm sendo reinvestidos no Banco nos últimos anos, sob a forma de aumentos de capital. O faturamento da Trisul totalizou R$ 560,2 milhões em 2009 ante R$ 315,3 milhões em 2008. O lucro líquido foi de R$ 51,5 milhões, registrando uma melhora relevante em relação aos R$ 8,8 milhões de 2008. O PL de dez/09 era de R$ 462,3 milhões.

O montante captado por meio dos depósitos tem se mostrado suficiente para financiar as atividades de crédito. Tanto os depósitos, quanto o saldo de crédito demonstram histórico de equilíbrio e crescimento proporcional. Em dez/09, a relação entre o saldo de crédito e o PL foi de 1,9x (2,0x em dez/08) e a relação entre o total de depósitos e o PL foi de 2,2x (2,3x em dez/08). Em dez/09, o total dos ativos representava 3,6x o PL.

Em função do porte do banco e da sua participação no sistema financeiro, a probabilidade de que haja assistência por parte dos órgãos oficiais é baixa. A expectativa da Austin Rating é de que os acionistas se disponham a aportar recursos no banco, em caso de necessidade, porém não podemos assegurar. É intenção dos acionistas continuar capitalizando a instituição.

Qualidade dos Ativos


O Banco Tricury encerrou 2009 com R$ 408,6 milhões em ativos totais, saldo 9,6% superior ao registrado no final de 2008, de R$ 372,7milhões. O movimento ocorrido no ano resulta principalmente do crescimento da carteira de crédito, notadamente a partir do 2o trimestre de 2009 e o aumento das aplicações no mercado aberto. O total das operações de crédito, com saldo de R$ 222,2 milhões em dez/09, aumentou 11% em relação aos R$ 200,0 milhões do final de 2008. A representatividade do crédito no total dos ativos, que havia diminuído em função da retração de 14,9% do saldo da carteira entre jun/08 e jun/09, fechou 2009 com 54,4% de participação nos ativos ante 53,7% no final de 2008. No mesmo período de comparação, as aplicações no mercado aberto aumentaram de R$ 60,0 milhões para R$ 98,2 milhões, sendo composta principalmente por operações compromissadas com vencimento até 90 dias.

O risco de crédito está centrado nas operações de curto prazo, principalmente contratos de mútuo e cédulas de crédito bancário para pessoas jurídicas, englobando empresas menores e maiores do middle market, com faturamento anual variando entre R$ 100 milhões a R$ 500 milhões, além de algumas empresas com faturamento anual superior a R$ 1 bilhão. O prazo médio das operações é de 300 dias e a maior parte é garantida por recebíveis e/ou imóveis. O segmento de pessoas físicas é pouco representativo (6,2% da carteira em dez/09) e se refere à carteira de crédito consignado para funcionários públicos e beneficiários do INSS adquirida com coobrigação. A carteira tem exibido boa qualidade beneficiada pelo conservadorismo da gestão e exigência de garantias, com boas chances de recuperação dos créditos problemáticos. A carteira exibe concentração entre os maiores tomadores, porém registrou diminuição com a inclusão de novos clientes e a redução da exposição junto aos maiores tomadores. A representatividade dos 10 maiores tomadores sobre o total de crédito diminuiu de 51% em dez/08, para 26,2% no final de 2009.

Ainda que os índices de qualidade da carteira tenham sido pressionados pelos impactos provocados pela retração econômica no comportamento de seus clientes, a qualidade da carteira contabilizada no balanço do banco se manteve satisfatória. Releva notar, no entanto, que o Banco Tricury faz periódicas securitizações de créditos vencidos para uma empresa controlada, o que beneficia, de certa forma, os índices de qualidade da carteira. No 2o semestre de 2009, foram securitizados R$ 7,1 milhões em créditos, o que contribuiu para a redução do volume de créditos vencidos. A maior parte dos créditos recuperados se dá no ambiente da Ômega aSecuritizadora, empresa controlada pelo banco. Em razão disso, o banco exibe volumes reduzidos de créditos recuperados e de créditos baixados para prejuízo.
A relação entre o total de créditos vencidos e o total de crédito, que havia aumentado de 1,3% no final de 2008 para 11,6% em jun/09, diminuiu para 1,0% no final de 2009. No mesmo período de comparação, os créditos vencidos acima de 90 dias tiveram comportamento semelhante, aumentando de 0,2% para 4,7% nas posições de dez/08 e jun/09, com posterior queda para 0,5% no encerramento de 2009. O forte decréscimo destes índices no fechamento de 2009 foi influenciado pela securitização de uma parcela dos créditos, notadamente créditos, que em jun/09 estavam vencidos entre 91 e 180 dias.
O volume de provisão aumentou em decorrência do aumento dos créditos classificados nas faixas G e H, totalizando R$ 4,4 milhões em dez/09 ante R$ 758 mil em dez/08. A razão entre o estoque de provisão e o volume de operações de crédito, que havia aumentado de 1,2% no final de 2008 para 5,0% em jun/09, diminuiu para 2,3% em dez/09. Em relação aos créditos vencidos, o volume de provisão que representava 94,5% em dez/08 e 42,9% em jun/09, aumentou para 235,1% em dez/09.a


Captação / Liquidez

Como os bancos de perfil semelhantes, em termos de porte e estrutura de captação, o Tricury exibe concentração entre os maiores aplicadores. A participação dos dez maiores depositantes tem sido por volta de 40% (em dez/09, os 10 maiores representavam 44% do total dos depósitos). Apesar desta característica, o risco de liquidez é atenuado pela manutenção de elevados níveis de caixa e pela compatibilidade entre o prazo de vencimento dos ativos e passivos, o qual é beneficiado pela participação de recursos ligados aos acionistas no funding e pela manutenção de elevados níveis de caixa. O caixa é constituído por aplicações em modalidades de baixo risco e elevada liquidez, basicamente operações compromissadas e CDIs. Em dez/09, o caixa e os recursos equivalentes de caixa totalizavam R$ 148,2 milhões, o que representava 58% do total de depósitos, nível considerado bastante elevado pela Austin Rating. Além da participação de fontes ligadas (18,8% dos depósitos a prazo em dez/09), o prazo médio de vencimento dos depósitos foi beneficiado pela captação de DPGEs com prazos de vencimento mais longos, cujo montante representava 28% do total de depósitos a prazo e interfinanceiros do final de 2009.

Com estas características de funding, de prazo médio de crédito e do nível de caixa, o banco mantém boa cobertura entre os ativos com vencimento até 90 dias em relação aos passivos com vencimento no mesmo prazo. No final de 2009, o volume de ativos com vencimento até 90 dias representava 2,2 vezes as obrigações com vencimento no mesmo período (2,9 vezes em jun/09 e 2,3 vezes em dez/08). Entre 90 e 360 dias a cobertura era de 1,3 vez e acima de 12 meses era de 0,6 vez.

Diferentemente dos bancos pequenos e médios que atuam em modalidades de crédito mais longas, a cessão de carteira, como mecanismo de funding e de adequação de prazos entre ativos e passivos, não tem sido utilizada pelo Banco Tricury. O prazo médio dos créditos se encontrava em 300 dias e, ao contrário da prática de cessão e devido aos elevados volumes de liquidez, o Banco Tricury, complementarmente ao crédito oferecido para empresas, adquire carteira de crédito consignado de outras instituições.

Gestão / Estratégia / Governança Corporativa

A estratégia e o funcionamento do Banco Tricury não deverá apresentar mudanças substanciais para 2010, mantendo o foco em crédito para pessoas jurídicas, a baixa alavancagem da estrutura de capital e os níveis de liquidez em patamar confortável. A estrutura de capital deverá manter uma relação entre o saldo de crédito e o PL em torno de 2,5 a 3,0 vezes, sendo que ficou próximo a 2 vezes no fechamento de 2009, com a redução do ritmo de crédito no período set08 a abr/09 e o crescimento cauteloso a partir do 2o semestre de 2009.

O foco de atuação é o crédito para o segmento de pessoas jurídicas. No entanto, por ser pouco alavancado e por operar com elevada liquidez, o banco, complementarmente à principal atividade, realiza aquisições de carteira de crédito consignado com coobrigação dos bancos cedentes. Para 2010, a estratégia é crescer a carteira de crédito e diminuir a concentração entre os maiores riscos, por meio da ampliação da base de clientes. O Banco Tricury espera encerrar 2010 com um saldo de aproximadamente R$ 300 milhões de carteira, o que significa um crescimento de cerca de 40% em relação ao final de 2009. O foco são as operações de curto prazo (a maior parte entre 180 e 360 dias) com garantias reais, principalmente alienação fiduciária de imóveis e recebíveis.

O funding é composto fundamentalmente por depósitos, mantendo uma participação de fontes ligadas. Também pretende incrementar a captação com terceiros, porém, evitando se alavancar com recursos oriundos de fontes mais voláteis. A redução dos depósitos ocorrida no último trimestre de 2008, puxada principalmente pelos resgates de alguns assets, foi compensada pelos recursos captados com o DPGE. O banco possui limite de R$ 200 milhões para captar recursos via DPGE, tendo utilizado cerca de R$ 70 milhões até o final de 2009.

Paralelamente ao crescimento do funding e da carteira de crédito, manterá um patamar de liquidez variando entre 40% a 60% dos depósitos, dependendo das condições do mercado. O caixa é aplicado em ativos líquidos, de perfil conservador e a outra parte em crédito. O Banco Tricury tem como meta alcançar um retorno sobre o PL em torno de 15% em 2009. Embora seja uma meta de rentabilidade modesta, a prioridade do banco está direcionada à menor alavancagem antes de resultado.


Desempenho

O desempenho de 2009 foi inferior ao registrado em 2008, acumulando lucro de R$ 16,5 milhões e retorno anualizado sobre o PL final de 14,4%, ante um lucro de R$ 22,3 milhões, e retorno sobre o PL final de 22% no ano anterior. A redução do resultado líquido decorreu fundamentalmente pelo aumento da despesa de provisão, conjugado à menor contribuição do resultado de participação em empresa controlada – Omega Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros (Omega). O lucro líquido obtido é predominantemente de intermediação financeira e o banco não tem por prática realizar cessões de carteira como instrumento de funding, bem como antecipar receitas por meio deste instrumento. Historicamente, o resultado é reforçado por equivalência patrimonial, advindo dos créditos securitizados pelo Banco e recuperados no ambiente da empresa controlada, sendo este menor em 2009, comparativamente a 2008.

O resultado bruto de intermediação financeira registrou um decréscimo de 17,1%, de R$ 27,4 milhões acumulados em 2008 para R$ 22,7 milhões em 2009. A receita financeira registrou uma redução de 5,6% (de R$ 51,7 milhões em 2008 para R$ 48,8 milhões em 2009), puxada pela retração de 11,4% da receita de crédito. Já a despesa financeira aumentou 7,3%, em virtude do aumento da despesa com provisão no total de R$ 3,57 milhões, uma vez que em 2008 havia registrado uma reversão de provisão no total de 247 mil.

Com relação às outras despesas operacionais, principalmente de pessoal e administrativas, apesar das alterações, em termos percentuais, estas se dão sobre bases menores e não se configuraram em fatores determinantes para a redução do resultado. A despesa de pessoal cresceu 14,8% (de R$ 3,34 milhões em 2008 para 3,8 milhões em 2009) e as despesas administrativas, no mesmo período de comparação, cresceram de R$ 2,48 milhões para R$ 3,37 milhões.

O Banco Tricury encerrou 2009 com R$ 408,6 milhões de ativo total, saldo 9,6% superior ao registrado em dez/08, de R$ 372,7 milhões. O movimento está relacionado ao crescimento do saldo de crédito, de R$ 200 milhões em dez/08 para R$ 222 milhões em dez/09, combinado ao aumento do saldo de aplicações interfinanceiras de liquidez, de R$ 130,6 milhões em dez/08 para R$ 143,6 milhões em dez/09.

A contrapartida no passivo, do movimento observado no ativo, se deu fundamentalmente pelo crescimento dos depósitos. Os depósitos totais encerraram 2009 com saldo de R$ 255,9 milhões ante R$ 237,9 milhões em dez/08. A modalidade a prazo totalizou R$ 221,6 milhões (R$ 209,2 milhões em dez/08) e os depósitos interfinanceiros montaram R$ 24,3 milhões (R$ 24,8 milhões em dez/08). Além dos depósitos, captou recursos por meio de emissão de títulos, cujo saldo montava R$ 16,3 milhões no final de 2008 e R$ 21,8 milhões no encerramento de 2009.

Risco de Mercado

Tendo como principal atividade a concessão de crédito, o Banco Tricury opera com baixa exposição ao risco de mercado, mantendo os recursos equivalentes de caixa aplicados em títulos públicos federais e depósitos interfinanceiros. As operações de tesouraria funcionam como apoio à principal atividade e estão ligadas à gestão da liquidez, dos descasamentos entre ativos e passivos e na captação de recursos via depósitos (CDB/CDI), atuando principalmente em renda fixa. O banco não está exposto à variação cambial e o descasamento de indexador é baixo, tendo em vista que a maior parte dos créditos e do funding (depósitos) é pós-fixada – CDI.

O banco gerencia suas posições e controle de risco pela metodologia de Value at Risk – VaR. A política de exposição a riscos é considerada conservadora e para o atendimento ao requerido na Resolução do CMN no 3.464/07 foi implementada no Banco Tricury S/A uma estrutura específica para gerenciamento dos riscos de mercado de suas operações. Foi enviado à Austin, o VaR apurado no fechamento dos meses de julho de 2009 a março de 2010, situando-se todos os valores abaixo de 0,5% do PL de dez/09. Adicionalmente, foi aprovada pela Diretoria uma Política para Gestão de Risco de Mercado. Os limites para as operações de tesouraria são estabelecidos pelo Comitê, com anuência dos diretores estatutários da instituição.

Fatores Exógenos

No segundo semestre de 2009, observou-se um cenário de estabilização após o agravamento da crise em 2008. Foi observada a retomada da concessão do crédito no Sistema Financeiro, bem como a redução das taxas e ampliação dos prazos dos financiamentos. Do ponto de vista da captação, a manutenção do DPGE como instrumento de captação tem favorecido a pactuação de fontes mais longas de financiamento e, consequentemente, a gestão de prazos de seus ativos e passivos.

Com um cenário de variáveis mais comportadas, o Banco Central divulgou, no final de fevereiro de 2010, que promoverá, de forma moderada e gradativa, medidas de reversão dos estímulos concedidos, iniciando pela alteração das alíquotas de depósitos compulsórios. A mudança nas regras de recolhimento de depósitos compulsórios anunciada em fevereiro de 2010 pelo Banco Central do Brasil, e que entraram em vigor em março abril deste ano, tem pouco impacto no Tricury, na medida em que se seu Patrimônio de Referência não atingiu ainda o patamar de R$ 2 bilhões, o que lhe confere um volume maior de recursos livres melhor remunerados vis-à-vis a taxa SELIC com a concessão de operações de crédito. Não obstante, tal regra, quando aplicada a outras instituições financeiras, pode provocar o aumento do custo de captação médio da indústria bancária.

PERSPECTIVA

A perspectiva estável reflete o entendimento da Austin sobre a manutenção dos satisfatórios indicadores de capitalização, bem como a adequada gestão da liquidez, e também incorpora o desafio do Banco Tricury em manter sua rentabilidade em um cenário de redução de spreads, com o aumento da carteira de crédito, mantendo sua qualidade. Como fatores que poderiam impactar positivamente na perspectiva da instituição, ressaltamos a ampliação da escala, da pulverização das fontes de captação e de crédito. De forma oposta, impactariam negativamente na perspectiva a deterioração da qualidade da carteira de crédito, bem como a restrição das fontes de captação, que implique descasamento dos prazos entre ativos e passivos.

 

tb1

tb2

tb3

tb4

tb5



Classificação da Austin Rating
Solidez Financeira

AAA
O banco apresenta solidez financeira intrínseca excepcional. Normalmente trata-se de grandes instituições, dotadas de negócio seguro e valorizado, excelente situação financeira atual e histórica. O ambiente empresarial e setorial pode variar sem, contudo, afetar as condições intrínsecas de funcionamento do banco. O risco é quase nulo.
AA
O banco apresenta solidez financeira intrínseca excelente. São instituições dotadas de negócio seguro e valorizado, boa situação financeira atual e histórica. O ambiente empresarial e setorial pode variar sem, porém, afetar as condições de funcionamento do banco. O risco é irrisório.
A
O banco apresenta solidez financeira intrínseca boa. São instituições dotadas de negócio seguro e valorizado, boa situação financeira atual e histórica. O ambiente empresarial e setorial pode variar sem, porém, afetar as condições de funcionamento do banco. O risco é muito baixo.
BBB
O banco apresenta solidez financeira intrínseca adequada. Normalmente são instituições com ativos dotados de cobertura. Tais bancos apresentam situação financeira razoável e estável. O ambiente empresarial e setorial pode ter uma variação mais acentuada do que nas categorias anteriores e apresenta algum risco nas condições intrínsecas de funcionamento do banco. O risco é baixo.
BB
O banco apresenta solidez financeira intrínseca regular. Apresenta parâmetros de proteção adequados, mas vulneráveis às condições econômicas, gerais e setoriais, que podem afetar as condições intrínsecas de funcionamento do banco. O risco é médio.
B
O banco apresenta solidez financeira intrínseca regular. Apresenta parâmetros de proteção adequados, tem uma vulnerabilidade grande às condições econômicas, gerais e setoriais, que pode afetar as condições intrínsecas de funcionamento do banco. O risco é médio.
CCC
O banco apresenta baixa solidez financeira, exigindo eventual assistência externa, apresenta uma vulnerabilidade muito grande às condições econômicas, gerais e setoriais, que podem afetar as condições intrínsecas de funcionamento do banco. O risco é alto.
CC
O banco apresenta baixa solidez financeira, exigindo eventual assistência externa, apresenta uma vulnerabilidade muito grande às condições econômicas, gerais e setoriais, que podem afetar as condições intrínsecas de funcionamento do banco. O risco é muito alto.
C
O banco apresenta péssima solidez financeira, exigindo eventual assistência externa. Tais instituições estão limitadas por um ou mais dos seguintes elementos: negócio de questionável valor; condições financeiras deficientes; e um ambiente empresarial altamente desfavorável. O risco é altíssimo.
Sinais de (+) mais e (-) menos são utilizados para identificar uma melhor ou pior posição dentro de uma mesma escala de rating.

Rating é uma classificação de risco, por nota ou símbolo. Esta expressa a capacidade do emitente de título de dívida negociável ou inegociável em honrar seus compromissos de juros e amortização do principal até o vencimento final. O rating pode ser do emitente, refletindo sua capacidade em honrar qualquer compromisso de uma maneira geral, ou de uma emissão específica, onde é considerada apenas a capacidade do emitente em honrar aquela obrigação financeira determinada.

As informações obtidas pela Austin Rating foram consideradas como adequadas e confiáveis. As opiniões e simulações realizadas neste relatório constituem-se no julgamento da Austin Rating acerca do emitente, não se configurando, no entanto, em recomendação de investimento para todos os efeitos.

Para conhecer nossas escalas de rating e metodologias, acesse: www.austin.com.br

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