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Circular nº 3477 0- BACEN
Em atendimento a Circular nº 3477 do BACEN, divulgamos as informações complementares relativas à gestão de riscos, ao Patrimônio de Referência Exigido (PRE) e à adequação do Patrimônio de Referência (PR).
Faça o download do comunicado (dezembro/2011)
Faça o download do comunicado (setembro/2011)
Faça o download do comunicado (junho/2011)
Faça o download do comunicado (março/2011)
Sistema de Informações de Crédito - SCR
O Sistema de Informações de Crédito – SCR é um importante instrumento que vem sendo utilizado e aperfeiçoado desde 1997 pelo Banco Central do Brasil - BACEN para supervisionar a evolução e a qualidade das carteiras de empréstimos e financiamentos dos integrantes do Sistema Financeiro Nacional – SFN.
Além disso, o BACEN disponibiliza aos integrantes do SFN informações referentes ao histórico das operações de empréstimos e financiamentos dos últimos 13 meses das pessoas físicas e jurídicas, subsidiando na decisão de crédito e de negócios.
É importante que nossos clientes saibam:
• Os integrantes do SFN devem obter autorização prévia do cliente/proponente para acessar as suas informações no SCR;
• As informações apresentadas no SCR referem-se ao saldo contábil das operações de crédito no último dia de cada mês;
• Eventuais solicitações de correções, exclusões, manifestações de discordância e registro de medidas judiciais quanto às informações constantes do SCR deverão ser dirigidas ao integrante do SFN que encaminhou a operação ao SCR, por meio de requerimento escrito e fundamentado e, quando for o caso, acompanhado da decisão judicial;
• Esclarecimentos adicionais ou consulta às informações em seu nome no SCR, poderão ser obtidos no Bacen, em uma de suas unidades, na Central de Atendimento ao Público (0800.979.2345) ou no site www.bcb.gov.bros
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Estrutura de Gerenciamento de Riscos
1.Introdução
Em conformidade com os normativos emitidos pelo Banco Central do Brasil que, por sua vez, espelham diretrizes estabelecidas pelo Comitê de Supervisão Bancária de Basiléia, o Banco Tricury S/A implementou uma estrutura de gerenciamento e controle dos riscos considerados relevantes, adequada ao porte e a complexidade das operações realizadas pela Instituição.
As rotinas de compliance e conformidade do gerenciamento de riscos encontram-se devidamente normatizadas e amplamente divulgas em nosso Manual de Controles Internos.
As categorias de riscos assumidos pela instituição e suas definições são abaixo apresentadas:
• Risco de Liquidez
O risco de liquidez é definido como a possibilidade de não haver o necessário suprimento de recursos para fazer frente às necessidades de desembolsos num determinado horizonte temporal.
• Risco Operacional
O Risco Operacional é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, de eventos externos, inadequação ou deficiência em contratos, descumprimento de dispositivos legais e indenização por danos a terceiros.
• Risco de Mercado
O risco de mercado é definido como a possibilidade de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições, ativas e passivas, mantidas pelo banco. Pelo fato do modelo de negócios do Banco Tricury não prever o uso de instrumentos ou operações financeiras relacionadas a ações ou mercadorias, nossos processos de controle a análise se concentram basicamente na exposição a flutuação de taxas de juros.
• Risco de Crédito
O risco de crédito é definido como a possibilidade de perdas no recebimento de um valor compromissado, a ser pago por um tomador de empréstimo, contraparte de um contrato ou emissor de um título, descontadas as expectativas de recuperação e realização de garantias.
Métodos empregados para acompanhamento e mitigação dos riscos identificados:
• Risco de liquidez
Mensalmente ou quando solicitado pela Diretoria, a Gerência de Riscos e Compliance elabora o fluxo de caixa das carteiras mais relevantes, contemplando três cenários combinados para stress de risco de liquidez:
1. Perda de liquidez na carteira de operações de crédito e nos recebimentos de aplicações, em percentual do ativo;
2. Elevação desproporcional de saques nas captações, inclusive prevendo quebra de contratos, em percentual do passivo;
3. Necessidade de honrar contratos de fiança de forma imediata em percentual sobre o total da modalidade.
Diariamente os diversos sistemas contábeis geram informações sobre liquidez possibilitando o adequado acompanhamento.
Ressalte-se que nossa política define como estratégia de liquidez, a manutenção do valor correspondente a um Patrimônio Líquido em aplicações de curtíssimo prazo.
• Risco Operacional
Para identificação dos riscos existentes foi contratada uma empresa especializada que ficou responsável pela elaboração das matrizes de risco por departamento. Os riscos identificados foram avaliados pelos gestores dos produtos em conjunto com a diretoria para a classificação e ponderação do risco, bem como os pontos de controle necessários.
O controle principal é efetuado através de um sistema informatizado adquirido de uma empresa especializada. Esse sistema é disponibilizado a todos os gestores dos produtos controlados e permite a comunicação imediata de qualquer ocorrência de risco operacional de acordo com sua matriz de risco.
Os riscos incorridos são alimentados em planilha elaborada pela Gerência de Riscos e Compliance e classificados de acordo com sua severidade e freqüência visando a criação de uma base de dados de riscos própria.
• Risco de mercado
Mensalmente a Gerência de Riscos e Compliance elabora o Mapa de Posições Ativas e Passivas em Valores Corrigidos. A Diretoria, com base nas informações disponíveis no mercado, projeta os cenários para calculo do valor futuro das carteiras. Com o resultado da projeção baseada nos cenários, a Diretoria avalia a necessidade de realocação das posições mantidas pelo Banco.
O controle principal é efetuado através de um sistema desenvolvido internamente pela Gerência de Riscos e Compliance, capaz de informar a posição das carteiras em valores correntes,a qualquer momento que a Diretoria solicite. O sistema permite, também, o recalculo das carteiras em função de cenários pré estabelecidos.
São três os cenários avaliados:
Cenário Realista - preços e curvas projetados pelo mercado, cenário mais provável;
Cenário de estresse – otimista (otimista do ponto de vista do mercado. Ex.: juros baixos, dólar e inflação baixos, etc);
Cenário de estresse – pessimista (pessimista do ponto de vista do mercado. Ex.: juros altos, dólar e inflação altos, etc).
Mensalmente, são acompanhados os cenários que confrontam o cenário original. Simulam a oscilação do resultado do banco no tempo (dia a dia, contemplando todas as operações contratadas) em função dos 2 cenários de estresse utilizados (o otimista e o pessimista). As informações são enviadas para a Diretoria.
• Risco de crédito
Pontos de controle de exposição a risco de crédito:
1.Evolução da situação econômico financeira dos envolvidos na operação
Periodicamente serão reavaliados os indicadores de situação tanto do tomador quanto da contraparte;
2.Garantias
Avaliação periódica do grau de suficiência das garantias e sua liquidez;
3.Detecção de indícios de deterioração da qualidade de operações
Será controlada pelo nível de atraso das parcelas, queda de liquidez das garantias, variações expressivas das contas de balanço, entre outros indicadores;
4.Ramo de atividade previamente selecionado.
Classificação das operações sujeitas ao risco de crédito
É efetuada a ponderação entre os pontos de controle e os itens de classificação abaixo:
1.Situação econômico financeira;
2.Instrumentos mitigadores de risco envolvidos na operação, quanto a sua eficácia e formalização;
3.Atrasos nas parcelas;
4.Liquidez das duplicatas em garantia;
5.Concentração do ramo de atividade;
6.Concentração da garantia;
7.Concentração por região geográfica;
Para cada item da classificação é atribuída uma pontuação que passará a fazer parte do escopo da análise de crédito e, devidamente, evidenciada nos relatórios de crédito avaliados formalmente pela Diretoria. Essa classificação enseja a alocação de certo percentual de capital, de forma a impactar no Patrimônio de Referência do Banco
Para teste de stress da carteira de crédito, a Gerência de Riscos e Compliance desenvolveu, internamente, um sistema que leva em consideração o deslocamento de parte da carteira entre as pontuações atribuídas, variando-se as concentrações por critério de classificação. O efeito financeiro na carteira é lançado na fórmula de cálculo do Patrimônio de Referência de forma a evidenciar a adequação do nível do mesmo ou a necessidade de revisão, tanto do nível do PR quanto das políticas de concessão de crédito, se for o caso. Os testes são realizados mensalmente, documentados e as premissas adotadas para o deslocamento da carteira, explicitados no seu escopo.
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Organograma da Estrutura de Gerenciamento de Riscos do
Banco Tricury S.A.

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